a nossa escola











Conforme o previsto, aqui se apresentam os textos que, por falta de espaço, não puderam ser publicados na mais recente edição do jornal Aqui D’El Rei.

À MÃE

A Mãe é uma estrela
Que está na Terra…
Ilumina o Mundo…
Cuida dos filhos
Com Amor profundo.

A Mãe é a minha vida
Sem Ela fico perdida.

Sou uma filha pequenita
Sem a Mãe fico aflita!

A minha vida tem uma razão
Ter a minha mãe
No meu coração!

Nair Soares 3ºB EB1 Corgo

FEIRA DO LIVRO

No dia 13 de Março de 2008, na EB1 Corgo – Meinedo, realizou-se uma Feira
do Livro.

Decorreu das 9 horas às 17:30h no polivalente desta escola, dado que o tempo estava um pouco chuvoso.

Os livros foram colocados nas diferentes barraquinhas de acordo com a idade a quem se destinavam.

Esta feira foi visitada por muitos familiares e amigos dos alunos desta escola.

Também recebemos a visita de alunos e professores de outras escolas.

A feira foi um sucesso pois vendemos muitos livros. O dinheiro apurado será aplicado na compra de novos livros para a nossa biblioteca.

Os alunos do 4ªB EB1 Corgo

HISTÓRIA DO BICHO-DA-SEDA NA NOSSA ESCOLA

A nossa professora de Inglês, Fátima Vieira, trouxe-nos muitos bichos-da-seda para podermos observar as diversas fases (metamorfoses) pelas quais estes bichinhos passam.

Como eram muitos, distribuímo-los pelas outras turmas. Conclusão: começou
a ” loucura” do bicho da seda; todos ficaram eufóricos.

A partir daqui tínhamos que saber tudo sobre estes bichos. Pesquisamos e descobrimos que:
- A seda é utilizada há 4000 anos e que foi na China que tudo começou.
- Chegou à Europa, passando por vários impérios, onde eram pagos impostos que faziam com que a seda ficasse cada vez mais cara.
- Os caminhos utilizados pelos mercadores para transportarem a seda eram conhecidos como “Rotas da Seda”. Cada viagem demorava entre seis a oito anos.
- Depois de Vasco da Gama ter descoberto o caminho marítimo para a Índia os portugueses começaram a comprar seda directamente aos Chineses.
- Assim, a seda chegava à Europa mais barata, em maior quantidade, e mais rapidamente.
- As lagartas vêm dos ovos e ficam quase um ano dentro do seu ovo. Levam muitos meses sem comer, mas quando nascem têm muita fome e a sua primeira comida é a casca do seu ovo.
- Quando o bicho-da-seda nasce (na Primavera) tem cerca de 2,5 mm de comprimento.
- O bicho-da-seda come durante quarenta e dois (42) dias e sofre cinco (5) mudanças (metamorfoses) aumentando o seu peso 10000 vezes mais.
- Torna-se, então, numa lagarta, a larva de uma borboleta, e come grandes quantidades de folhas de amoreira. Chega a medir 5 cm. Pertence à classe dos insectos. É diminuto e peludo.
- Quando está na quarta idade come todo o tipo de folhas de amoreira.
- Nunca lhe deve faltar comida fresca senão pode morrer.
- O bicho-da-seda também não deve estar ao sol; pode estar quieto entre 24 e 30 horas.
- O lugar ideal para as larvas é dentro de uma caixa de sapatos.
- A lagarta depois faz uma bela casa (casulo). O casulo demora a fazer 3 dias e 3 noites. A lagarta mexe-se 200.000 vezes, para o fazer.
- Finalmente transforma-se em borboleta.
- O fio da seda é a baba da lagarta.
- Cada casulo pode atingir 3km de fio mas para tal não se pode deixar que a borboleta saia do casulo.
- Logo que esteja feito mete-se em água quente, entre 50ºe 60º, para que o bicho morra e não fure o casulo, evitando assim que o fio parta.
- Para encontrar a ponta do fio do casulo, este tem de já ter amolecido na água. A seguir, bate-se devagarinho com uma vassoura especial e depois começa-se a desenrolar, fazendo meadas.

Como nós gostamos muito destes bichinhos, e apenas queremos estudar o seu ciclo de vida, deixamos a borboleta sair do casulo e assim machos e fêmeas acasalam para que estas ponham ovos. Logo de seguida, machos e fêmeas morrem ficando apenas os ovos que se guardam até à próxima Primavera, altura em que irão eclodir.

Concluindo: estamos a gostar desta experiência. A maior dificuldade está em arranjar folhas de amoreira para alimentar estes bichinhos, pois eles só pensam em comer!

Trabalho Colectivo do 3ºB EB1 Corgo

A história do linho

A minha bisavó trabalhava com linho: fiava e tecia com o tear que era uma espécie de máquina de madeira que se movia apenas com o esforço humano.
Na imagem podemos observar uma roca com o linho à volta, um fuso de fiar e uma meada. Estão ainda expostos vários trabalhos feitos em linho.
Para melhor documentar a história do linho fizemos uma visita de estudo ao engenho do linho que existe em Aveleda e entrevistámos pessoas que costumavam mover o engenho e tratar dos tomentos do linho.

Pedro Jorge 4.ºano

Avós e mãe do Vasco (4.ºano) visitaram a exposição e feira do livro. Gentilmente, cederam-nos vários trabalhos realizados manualmente.
Deixaram o seu testemunho de situações vividas no passado.
Todas as pessoas se sentiam emocionadas ao ver as coisas a serem tão valorizadas.
Conforme iam entrando, iam enumerando utensílios iguais que tinham em casa. Pensavam que já ninguém guardava “aquelas coisas”.

A D. Conceição aceitou o nosso convite e concordou em contar-nos algumas das suas experiências de vida.
Quase podíamos chamar-lhe a “mulher dos sete ofícios”.
Trabalhou toda a vida e, apesar de ter cerca de oitenta anos, ainda não parou.
Trabalhou na agricultura, no engenho do linho, no milho, no bordo do ponto de cruz e ainda sabe fiar.
Estava emocionada por ter sido convidada para vir à escola.
Apesar da idade, os seus dedos e a boca (com a boca tira as palhinhas finas do linho) transformavam a meada num fio fino e uniforme.

Os cesteiros eram assim chamados por fazerem cestos de vimes. Eram todos feitos á mão. Cada cesto demorava, em média, meio-dia de trabalho. Dependia do tamanho e do tipo de vara que se utilizava.
Pedro Jorge 4.ºano
Durante a exposição houve pessoas que ficaram sensibilizadas ao verem tanto trabalho artesanal e referiram que se lembravam de ir ao rio cortar vimes e transportá-los às costas até casa do cesteiro, onde eram confeccionados posteriormente.
Nós investigámos e descobrirmos que em Lousada, mais precisamente em Nespereira, ainda há um cesteiro muito velhinho a trabalhar. Teve trabalhos expostos na Escola Secundária de Lousada.
Os cestos serviam para guardar broa, para transportar alimentos do quintal, para pôr o trabalho de cheio ou ponto de cruz, para colocar a roupa dobrada, para os ovos. As melhores cestas eram para transportar as mais variadas coisas (merendas, coelhos ou galinhas, …) quando as pessoas se deslocavam para outra povoação.
Era vulgar ver as pessoas viajar no comboio com algumas cestas parecidas com as da gravura.

Outra forma de artesanato muito comum tinha como matéria-prima a lã das ovelhas.
As pessoas tosquiavam as ovelhas nos meses de Maio e Junho. Depois lavavam a lã e com ela faziam cobertores quentinhos para o Inverno. Também faziam tapetes e colchas como se vê na fotografia.
A lã também era tratada, ripada e tecida num tear manual de madeira.
As pessoas que praticaram esta actividade referem que havia muita arte na tecelagem.
Antigamente não havia edredões. As pessoas usavam na cama lençóis de linho e cobertores de lã de ovelha.


Este objecto de madeira é um rodo que servia para espalhar ou juntar o milho na eira.

Ao lado está um malho para malhar as espigas espalhadas na eira.

Actualmente todo este trabalho é feito através de maquinaria.
Os campos estavam todos cultivados e toda a gente trabalhava, desde a criança em idade escolar até ao adulto.
Os campos junto ao rio estavam todos cultivados.
A terra era lavrada com o carro puxado a bois.
O trabalho era muito duro.
Actualmente o milho é cultivado sobretudo para fazer forragem para dar de comer aos bois durante todo o ano.

Flávio Gabriel (4.ºano)

As pessoas iam às feiras onde se vendiam bordados, cestos, peneiras, toucas, meias de lã, linho que se tecia no tear, tapetes, tamancos, chapéus de palha, pipos em madeira e ferramentas.
Havia pedreiros, carpinteiros, mineiros, lavradores, costureiras e criadores de gado.
Tiago Emanuel, 4.ºano
Antigamente a minha avó fazia bordados e ia às feiras. Estas não eram como agora. Trocavam-se galinhas, porcos, farinha e milho para fazerem pão. Também vendiam galinhas chocas para chocar os ovos, de que nascem os pintainhos.
Luís Carlos (4.º ano)
A avó do Luís cedeu a meada do linho, a roca e outros objectos.
O machado, a serra e o serrote eram ferramentas do dia-a-dia.

Feira do Livro

Realizou-se na sexta-feira dia 7 de Março. A escola esteve aberta até às nove horas da noite para a população poder visitar a exposição e a feira.

Teve uma grande adesão por parte de toda a comunidade. Os Professores deram o seu melhor e sentiam-se entusiasmados com o sucesso de todas as actividades.

Visita do órgão de gestão

Tivemos a visita de representantes do órgão de gestão.
A minha avó materna bordava ponto de cruz, ponto de alinhavo, ponto de crivo, ponto cheio e outros pontos de que não sabe o nome.
A minha avó conta que bordava para ganhar algum dinheiro, mas gostava muito do seu trabalho.

Tiago André (4.ºano)

O ponto de cruz era uma actividade que funcionava como complemento e uma forma de subsistência para algumas pessoas.
Iam buscar o bordado à Lixa ou então havia alguém intermediário que os trazia. Era muito mal pago e era um trabalho demorado.
Trabalhavam, mais ou menos, das dez da manhã às quatro da tarde.

A partir dessa hora, adultos e crianças preparavam montinhos de folhelho, que seria ripado depois das cinco da manhã, por ser mais fresco e o pó ser menos agressivo. Durante o dia os molhos de folhelho eram levados a um local onde seria encaminhado para fazer colchões.
As mulheres faziam pão com farinha de milho e papas para alimentar a família.
O milho era seco nos espigueiros.

Escola antiga

Se estamos a falar de artesanato e de “Memórias”, voltamos à escola antiga. Procuramos livros e objectos utilizados pelos nossos avós.
A lousa, a pena, o livro único, a máquina de escrever antiga, tudo teve lugar na nossa exposição de artesanato.

Alunas/alunos do sexto ano olharam para tudo com carinho enquanto outros visitantes observavam a caixa métrica com um certo saudosismo.
Tanto os mais jovens como os adultos mostraram interesse e admiração pelo trabalho exposto.

Actividades

Peça de teatro – “A Senhora Televisão”, organizado e ensaiado pelas dinamizadoras da Biblioteca de Lousada.

Alunos do 4.ºano

Dramatização do diálogo – “A Cidade e a Aldeia”, actividade realizada pela Ana Catarina e pela Cláudia do 4.ºano.

“O Zé Pacóvio “
Monólogo realizado pelo senhor Fernando, poeta da terra, que teve a gentileza de participar em algumas actividades, oferecer livros para a biblioteca escolar e ler alguns poemas sobre Aveleda.

Articulação com o JI durante a semana da leitura

Os meninos do jardim de Uchas vieram partilhar das nossas actividades da Semana da Leitura. Foi-lhes apresentada a história do “Sapo Apaixonado”, que faz parte do Plano Nacional de Leitura.
Recontaram a história e visitaram a nossa exposição.

A educadora “Sãozinha” explicou aos meninos do Jardim como se
malhava o milho com o mangual.

Actividades da Páscoa

Hora do conto – Enquanto decorria a caça ao tesouro nas turmas do 1.º e 2.º ano, o 3.º e 4.ºanos fizeram actividades na biblioteca. Foi lida a história da “Valéria e a Vida” e posteriormente foi elaborado, em grupo, um cartaz sobre a história e explorados os problemas do ambiente.

Caça ao tesouro – Para esta actividade foram elaboradas pistas didácticas, as quais foram espalhadas pela Escola. A actividade física esteve em sincronia com o raciocínio. Todos estivemos muito envolvidos e motivados. As professoras acompanharam-nos e partilharam do nosso entusiasmo.
Foi muito divertido!


Exemplo de uma pista da actividade «Caça ao Tesouro»
2 – Têm que preencher as lacunas deste texto:
A Rita foi à _______, bebeu _______ e comeu _______ de tomate.
O Tomé foi de _________ à vila e o avô foi a __________.
O __________ é maluco! Ele come ______ e bebe ________.

Salada – mota – sumo – papagaio – rua – cavalo – pão – leite

Quando acertarem, procurem a próxima pista na secretária da Professora que não dá aulas ao 3º ano, não dá aulas ao 4º ano e nem dá aulas ao 1º ano. Quem é?

Prof. Natália

25 de abril

Como já havia sido planeado, a partir do segundo período, a biblioteca de Mourinho, Aveleda, esteve mais uma vez aberta à comunidade educativa durante o mês de Abril para uma exposição sobre o 25 de Abril. A exposição teve o contributo dos professores, dos alunos, de familiares e de outras pessoas que quiseram participar.
Foram recolhidos materiais, revistas, livros, calendários, jornais, CDs, DVDs, bandeiras, documentos e fotobiografias.
Os professores trabalharam o tema adequando-o à idade dos alunos e incentivaram-nos a realizar trabalhos para decorar a biblioteca. Foram pintadas telas, realizados desenhos alusivos ao tema, trabalhos de grupo, pesquisas na Internet e em livros e revistas. Os professores das AECs também deram o seu contributo fazendo pesquisas, produzindo materiais (cravos, espingardas em cartão, painéis e powerpoints, para ficar na biblioteca) e participando na decoração da escola.

Também houve a partilha de testemunhos de pessoas que viveram de perto o 25 de Abril e foi dada aos alunos uma perspectiva do contexto histórico da época.

A Coordenadora da Biblioteca

Desenhos do 25 de abril

Ana Filipa e Ana Isabel, 1.º ano

Revistas da época

Livros cedidos para a exposição.

Calendários de campanhas eleitorais.

Bandeiras obtidas na comunidade.

Escola da Aveleda


et cetera